Pomerode
O ano inteiro

Pequeno para tanta história

Quarta-Feira, 30 de Abril - Museus são instituições caracterizadas como espaços de educação não-formal. Isto quer dizer que nesses ambientes, diferentemente do que acontece dentro das salas de aula, os visitantes não têm a obrigação de aprender algo. Seus conhecimentos não são postos à prova, e eles estão livres para fazer escolhas de acordo com suas preferências. O tipo de educação que se associa aos museus é mais participativa e descentralizada e, em certa medida, selecionada espontaneamente pelo próprio aprendiz, levado pelo interesse e pela motivação pessoal.

Em meio à evolução social, industrial e tecnológica, Pomerode procura manter suas raízes. Localizado no Centro da cidade, o Museu Pomerano é uma verdadeira viagem sobre a vinda dos alemães ao Brasil.

O espaço revela fragmentos da história de Pomerode a partir da chegada dos primeiros imigrantes europeus, na metade do século IX ao Rio do Testo, no Vale do Itajaí.

O acervo de peças foi reunido pelo colecionador particular Egon Tiedt (1934-2008), que iniciou, em 1969, a coleta e preservação de objetos antigos representativos da cultura alemã na região. Em 1982, ele criou o Pommersches Museum - Museu Pomerano, iniciativa que pretendia passar para as futuras gerações os conhecimentos dos imigrantes que construíram a história da cidade.

Respeitando seu trabalho de coleta e de guarda de objetos de museu, a Prefeitura de Pomerode adquiriu o acervo museológico de Egon Tiedt por meio de projeto cultural em 2004.

Em 2007, deu-se a transferência das peças da propriedade de Egon para as dependências da antiga Fábrica de Latícinios de Hermann Weege. A partir daí tiveram início os trabalhos de catalogação e instalação de ambientações referentes à época da imigração e da colonização que são muito significativas para a preservação da memoria e das tradições dos habitantes de Pomerode.

Em 04 de julho de 2008, foi inaugurado o Museu Pomerano sob a tutela da Fundação Cultural de Pomerode. O prédio do Museu (antiga fábrica de laticínios), bastante alterado e descaracterizado ao longo de sua existência, receberá futuramente intervenção visando à recuperação das linhas arquitetônicas do início do Século XX (de acordo com a memória fotográfica existente).

Entre objetos e documentos históricos, no Museu Pomerano se encontram carroças, móveis antigos, utensílios de trabalho para a cozinha, acessórios para o vestuário, aparelhos e instrumentos musicais, bibelôs de época, equipamentos e ferramentas agrícolas, além de painéis fotográficos sobre o Complexo Industrial Weege e sobre a biografia de Egon Tiedt. São peças de couro, tecido, madeira, vidro, metal ou porcelana.

Além das peças do acervo de Egon Tiedt, é possível observar no Museu Pomerano diversas peças que contam a trajetória dos irmãos Fischer, famosos ciclistas pomerodenses que marcaram época e fizeram história. No museu, estão alguns troféus, livros com recortes de reportagens, fotos e medalhas.

Por conta da história contada através de antigas peças, a experiência dos visitantes será sempre distinta de outras: cada um vai observar, compreender e absorver o que está exposto ou escrito de maneira diferente. O aprendizado no museu tem, enfim, um caráter único, sempre condicionado à experiência individual do visitante e das circunstâncias em que ocorreu a visita, na medida em que as percepções variam segundo o contexto da visitação.

Os museus, sejam eles de artes, ciências, tecnologia ou antropologia, são por excelência locais de observação, interação e reflexão. Diversas histórias estão ali, prontas para serem narradas: histórias de outras épocas evocando povos e civilizações antigas, com suas maneiras de viver e pensar; e do mundo contemporâneo do qual fazemos parte, com suas novas descobertas, formas de expressão artística, cultural etc. São espaços simbólicos, muitas vezes mágicos e surpreendentes, capazes de oferecer uma experiência ao mesmo tempo educativa e divertida.

O trabalho no museu - O Museu Pomerano está aberto ao público de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 11h30min e das 13h às 17h. Já nos sábados, domingos e feriados, o horário de atendimento é das 10h às 16h.

O local conta com a supervisão de Roseli Zimmer, além de duas equipes de estagiários, sendo três de ensino médio, com carga horária de quatro horas diárias, e uma de ensino superior, com carga horária de seis horas.

Para a historiadora Roseli Zimmer, é importante ressaltar que o museu foi construído por conta de um projeto cultural. Nosso acervo é proveniente de um projeto cultural. E, para mostrar toda a cultura aqui exposta, é preciso muito mais do que apenas mostrar peças, é preciso contar sua história, exalta.

E para isso, é necessário saber ouvir o visitante. Passou o tempo em que as pessoas iam ao museu para ficar quietas. Hoje elas contam suas lembranças, fazem questionamentos e, com isso, não apenas mostramos nossas tradições, mas aprendemos com as demais, frisa.

O museu é um espaço para refletir sobre as mudanças e dialogar. Hoje, mais do que nunca, as pessoas estão querendo encontrar suas raízes. E, não apenas isso, elas querem conhecer a história do lugar em que passam. Por isso é muito comum a visitação de novos moradores e trabalhadores das multinacionais de nossa cidade virem até aqui para saber mais sobre Pomerode, para se situarem, explica.

A visitação de pomerodenses, no entanto, ainda não é uma constante. É um trabalho que temos que fazer ainda, de formiguinha. É preciso criar uma ponte com a comunidade, pois também poderemos saber o que está faltando e aprender com eles, ressalta.

A manutenção e a prevenção de danos em relação às peças também é necessário e acontece constantemente. É muito caro mandar restaurar, por isso é necessário cuidar das peças que possuímos e isso acontece sempre, desde fotos até as peças maiores, comenta.

O acompanhamento aos visitantes é efetuado sempre, mas o respeito com o visitante é primordial. Sempre acompanhamos e explicamos as peças, mas se o visitante quer ver sozinho, também o respeitamos, frisa.

O museu também conta com exposições temporárias. Essas exposições são temáticas e acontecem dentro do museu, em um espaço reservado. Sempre com peças que possuímos, completa.

O museu conta com, aproximadamente, 1.280 peças do acervo de Egon Tiedt e outras 1.200 peças dos irmãos Fischer.

Fonte: Avipomerode

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